domingo, 8 de julho de 2007

Receita...

(IsarMariaSilveira)

Estou sentindo o amargo gosto de catástrofe na boca.
Ando precisando uma sopa de estrelas...

Daquelas preparadas com água pura de cascata, temperada com gotas de luar,
um tantinho de entardecer e uma colherada (bem cheia) de pó de algum sonho bom.

Uma sopa feita por mãos acostumadas a fazer carinhos,
cozida numa grande panela feita de estímulo e mexida com a colher da esperança.

Depois de fervida no fogo aceso dentro do coração, tem que ter o cheiro gostoso de manhã nascendo e o sabor de um abraço demorado.

Pode-se salpicar com beijos a gosto e degustar com pão amassado na saudades
que depois de assado fica com agradável aroma de reencontro.

Precisa ser tomada quente para acalentar a alma, acompanhada de um bom vinho,
especialmente escolhido da melhor safra da vida:
a da adolescência...

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